quinta-feira, novembro 30, 2006

3ª parte do ciclo “Bibliotecas e (i)Literacia – Imaginários e Identidades em Sociedades de Fronteira: Castelo Branco e Castilla y Léon” , na UBI



Ciclo de Conferências: “Bibliotecas e (i)Literacia – Imaginários e Identidades em Sociedades de Fronteira: Castelo Branco e Castilla y Léon” (3º Parte)

Local: Auditório 1 (anfiteatro da Parada) da Universidade da Beira Interior, Covilhã

Data: 30 de Novembro




PROGRAMA


10h

Sessão de Abertura
Magnífico Reitor

10h 15m

Apresentação do Evento
Maria da Graça Sardinha - UBI

10h30m

António dos Santos Pereira - UBI
Conferência Plenária

11h - Mesa 1

João Afonso
- Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação


Anabela Quelhas
- Biblioteca Municipal de Covilhã

Albertina Leitão
- Biblioteca Escola Quinta das Palmeiras


Rosa Saraiva
- Biblioteca Centro Hospitalar Cova da Beira

Moderadora - Noemí Pérez


14h30m

Conferência Encerramento

Jorge Couto
Director da Biblioteca Nacional


16h - Mesa 2

Joana Lopes Dias
- Biblioteca Universidade da Beira Interior


Isabel Marques
- Biblioteca Escola de S. Domingos


José Luís Adriano
- Centro de Formação de Professores do Concelho da Covilhã


Ana Sílvia Torres
- Pós-Graduada em Ciências Documentais

Moderador - Francisco Enríquez


Encerramento e Síntese da Sessão

Paulo Osório - UBI

sexta-feira, novembro 17, 2006

"Oeiras Internet Challenge" - Bibliotecas Municipais de Oeiras, de 22 a 25 de Novembro

"Oeiras Internet Challenge"
Bibliotecas Municipais de Oeiras, 22 a 25 de Novembro


PROGRAMA



22 a 25 de Novembro

Designação: TIC Móvel (CDTI)

Horário: 10H00/13H00 – 14H00/19H30

Local: Entrada da Biblioteca Municipal de Oeiras

Sinopse: Espaço interactivo de divulgação das Tecnologias de Informação no qual dispõe de serviços como a Internet, vídeo-conferências, multimédia e realidade virtual, dinamizado em permanência por formadores da FDTI – Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação e da CMO/DBDI – Divisão de Bibliotecas, Documentação e Informação, Bibliotecas Municipais de Oeiras.

Agenda de Actividades :
10h00/13h00 e 17h00/19h30: Utilização Livre e Exames de CBTI (os interessados poderão realizar o exame, enquanto os restantes pesquisam/navegam/jogam na Internet) - FDTI
14h00/17h00: Acções de Sensibilização Blog@ à Tardinha, Pesquisa na web e Google: 5 regras Básicas

Inscrição: Espaços Multimédia






22 de Novembro

Designação: Cacetes de Conversa: Geração Hi5

Horário: 17H00/19H00

Local: Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras

Sinopse: Debate informal dedicado à geração Hi5, a partir do qual se pretende colocar um conjunto de oradores a trocar opiniões entre si e o público, a cerca de como os jovens pesquisam novos contactos on-line, se ligam virtualmente a novos amigos e se expressam através do chat. Organização da CMO/Gabinete de Juventude.




25 de Novembro

Designação: CiberViagens

Tipo: Oficinas

Data: 25 de Novembro, sábado

Horário: 10h00/12h45 e 17h00/18h00

Local: Espaço Multimédia (BMO)

Sinopse: Oficinas de curta duração destinadas à apresentação de aplicações e de métodos e técnicas de pesquisa na Internet.

Agenda de Actividades : sessões de demonstração de:

10h00/10h45: Ciberviagens I - Mozilla Firefox
11h00/11h45: Ciberviagens II - Pesquisa de Informação na Internet
12h00/12h45: Cibervagens III - Netiquette
17h00/18h00: Ciberviagens IV - Ferramentas e dicas para melhorar o seu blog
Organização da Rato – Associação para a Divulgação Cultural e Científica.
Inscrições nos Espaços Multimédia




Designação: Second Life

Tipo: Palestra

Data: 25 de Novembro, sábado

Horário: 14H00 – 16H00

Local: Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras

Sinopse: Apresentação e debate em redor de uma plataforma representativa do conceito de realidade virtual. O Second Life é um jogo onde os jogadores podem assumir a personalidade que quiserem e a partir daí construir uma vida, embora que virtual… Organização da Rato – Associação para a Divulgação Cultural e Científica.




Designação: Thumba!, pesquisa na web portuguesa

Tipo: Workshop

Data: 25 de Novembro, sábado

Horário: 16H00 – 17H00

Local: Espaço Multimédia (BMO)

Sinopse: Demonstração de funcionalidades e potencialidades do engenho de pesquisa alternativo: Tumba, Motor de Pesquisa que cobre a Web portuguesa. Organização do grupo XLDB - Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa.

Inscrições: Espaço multimédia




Designação: Pesquisa de Informação na Web

Data: 25 de Novembro, sábado

Horário: 17H00 – 19H00

Local: Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras

Sinopse: Apresentação do Programa e debate da temática “Pesquisa de Informação na Web” em torno do livro The Search, de John Battelle. Conferência com a participação de Gustavo Cardoso (Prof. do ISCTE), Eng. Mário J. Gaspar da Silva (Proj. de pesquisa na Web Portuguesa Tumba!) e representante do Plano Tecnológico, com moderação de Vasco Trigo (Jornalista RTP).

Organização: CMO/DBDI – Divisão de Bibliotecas, Documentação e Informação, Bibliotecas Municipais de Oeiras.




Parcerias: Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação

Patrocínios: HP - Hewlett-Packard, Optimus, Bulhosa books & living, Pizza na Brasa



Contactos: Espaços Multimédia:

Biblioteca Municipal de Oeiras - E-mail: multimedia.bmo@cm-oeiras.pt - Telf. 21 440 66 96
Biblioteca Municipal de Algés - E-mail: multimedia.bma@cm-oeiras.pt - Telf. 21 411 89 76
Biblioteca Municipal de Carnaxide - E-mail: multimedia.bmc@cm-oeiras.pt - Telf. 21 417 01 65


http://oeirasinternetchallenge.blogspot.com


sábado, outubro 28, 2006

Jornais e Revistas portuguesas online

(em elaboração)


Diários Nacionais


Semanários Nacionais


Jornais Culturais


Jornais Ciência e Tenologia


Jornais Económicos


Jornais Desportivos



Minho


Douro Litoral


Estremadura, Ribatejo e Distrito de Setúbal


Beira Litoral


Beira Interior


Trás-Os-Montes e Alto Doutro


Alentejo


Algarve


Açores


Madeira



Colaboração de José Pedro Silva

sábado, outubro 07, 2006

Recentes Leitores de Ebooks / E-books

Sony Reader




Fujitsu Ebook Reader




Panasonic Words Gear




IREX (Philips) Iliad Ebook Reader




Amazon Kindle Ebook Reader


Fontes das Fotos:
(1) (2) Gizmodo
(3) (4) Engadget

segunda-feira, outubro 02, 2006

Um funcionário muito especial da Biblioteca Pública de Braga

Eduardo Pires de Oliveira, que trabalha desde 1994 na Biblioteca Pública de Braga, é um homem de Letras, investigador, historiador e escritor, e tem mais de 140 livros publicados sobre o património de Braga e do Minho.

Eduardo de Oliveira, agora com 56 anos, viu a sua primeira obra ser publicada em 1977 e desde então coloca no prelo precisamente cinco livros por ano, quase todos encomendados. E explica o seu método de trabalho: “Faço fichas de tudo o que investigo. Tenho, informatizadas, mais de 65 mil fichas. E ainda mais de três mil por inserir no computador. Ora, quando passo à escrita, é só ir buscar a informação, porque está tudo lá.”

“Já passei a pente fino mais de 4500 livros, de 400 páginas cada, de registos dos notários de Braga. E muitos outros volumes e documentos, tanto no Arquivo Distrital como em arquivos e bibliotecas de diversas instituições, desde autarquias às 62 irmandades e confrarias existentes na arquidiocese”, revela Eduardo Pires de Oliveira.

Apesar de não ser licenciado, Eduardo Pires de Oliveira é membro da Associação Portuguesa de Historiadores de Arte, da Associação dos Arqueólogos Portugueses e é o único bracarense a sentar-se na Academia Nacional de Belas-Artes, que, em 1994, lhe deu o Prémio José de Figueiredo pelo livro ‘O Convento do Salvador’.

Frequentemente convidado para congressos e colóquios no estrangeiro, nomeadamente na América Latina, onde o Barroco tem grande predominância na arte religiosa, este “historiador sem canudo” foi convidado em 1997 pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) para acompanhar as obras de restauro e conservação da Sé de Braga no domínio da História da Arte.

É, porventura, dos vivos, o homem que mais sabe de História e património de Braga e, quicá, da região do Minho.

E o escritor e investigador vai confessando que, de facto, para “conquistar” toda esta informação precisou de “muitos anos” de intenso e paciente trabalho. Dos livros que publica uns são maiores, outros são mais pequenos, mais ou menos complexos, mas sempre são cinco por ano.

Pires de Oliveira tinha apenas 16 anos e o Liceu concluído quando começou a dedicar-se “de alma e coração” à arqueologia. Participou e dirigiu escavações e integrou o pequeno grupo de cidadãos que, em 1976, contra ventos e marés de origem imobiliária, conseguiu salvar as ruínas de Bracara Augusta (Termas Romanas do Alto da Cividade). É membro fundador da ASPA, a única associação de Braga que se dedica à defesa e preservação do património e que põe ‘a cabeça em água’ ao autarca Mesquita Machado.


"Anjo Protector das Viagens"

A mais recente obra de Pires de Oliveira conta a história de uma capela dedicada a S. Miguel O Anjo que, no início do século XVIII, foi construída na zona das Carvalheiras, perto da Sé de Braga. Com o traçado de novos arruamentos, no início do século XIX, a capela ficou num cruzamento de ruas e surgiu a ideia de a deslocalizar. Opção: Bairro da Cruz de Pedra, perto da ‘futura’ Estação dos Caminhos de Ferro. E porquê? Diz o autor que foi por duas razões fundamentais: “Primeiro, porque a cidade ia crescer para aquela zona e era preciso um templo de apoio moral e religioso e, segundo, porque andar de comboio naquela época, finais do século XIX, era algo de transcendente e as pessoas rezavam antes de viajar para pedir protecção e depois para agradecer a boa viagem.”


A Ajuda de Eduardo Souto Moura

Em 1982, Eduardo Pires de Oliveira foi convidado pelo ‘mestre’ arquitecto Manuel Fernandes de Sá para escrever um livro e organizar uma exposição sobre a evolução urbanística de Braga. Como, atendendo à especificidade da obra, necessitava do apoio de um arquitecto, Manuel Fernandes de Sá indicou-lhe o estagiário Eduardo Souto Moura.

De acordo com Pires de Oliveira, Souto Moura foi empenhado, revelou grande qualidade e conhecimento e, no final, o livro foi assinado pelos dois “eduardos” e ainda por um engenheiro, que também colaborou. Eduardo Souto Moura é hoje um dos mais importantes arquitectos portugueses e é o autor da maior obra do último século na cidade dos arcebispos: o Estádio Municipal de Braga.


Perfil

Eduardo Pires de Oliveira nasceu em Braga a 13 de Dezembro de 1950 e desde os 16 anos que se dedica à arqueologia, sobretudo dos períodos da Idade do Ferro e Romanização. De 1977 a 1994, exerceu funções na Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho e, desde 1994, trabalha na Biblioteca Pública de Braga. Na sexta-feira apresentou o mais recente livro, desta feita sobre a Capela de S. Miguel O Anjo, de Maximinos.

Texto de Secundinho Cunha (com ligeira reordenação estrutural)

Fonte: Correio da Manhã - 02-10-006

sexta-feira, setembro 29, 2006

Programa do "II Diferentes Leituras - Encontro Nacional de Serviço Educativo em Bibliotecas Públicas", Vila Nova de Paiva, de 19 a 21 de Outubro


19 QUINTA


09.00 Recepção e entrega das pastas

10.00 Sessão de Abertura

Isabel Pires de Lima (Ministra da Cultura, a confirmar), Jorge Manuel Martins (Director do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas), Manuel Custódio (Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva)

11.00 Palestra

Isabel Alçada (Comissária do Plano Nacional de Leitura). "As Bibliotecas Públicas e o Plano Nacional de Leitura. Ler Mais"

11.40 Palestra

Manuel Carmelo Rosa e Maria Helena Melim Borges (Director e Subdirectora do Serviço de Educação e Bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian). "Programa Gulbenkian de Língua Portuguesa. Avaliação de projectos de promoção da leitura em Bibliotecas Públicas"

12.30 Intervalo para almoço

14.00 Painel

Berços de leitura

  • Ana Cristina Silva (Instituto Superior de Psicologia Aplicada). "Ler antes de aprender a ler: a linguagem escrita antes do ensino formal e as suas relações com a aprendizagem da leitura"
  • Teresa Leal, Joana Cadima e Maria José Alves (Universidade do Porto). "O papel da literacia emergente na aprendizagem da leitura e da escrita"
  • Vera Monteiro (Instituto Superior de Psicologia Aplicada). "Leitura a par: efeitos de um programa tutorial no desempenho em leitura"
  • Lucília Salgado (Escola Superior de Educação de Coimbra). "A literacia da leitura no percurso escolar"


16.00 Debate


16.15 Pausa para café


16.30 Oficinas

[a seleccionar]


19.30 Intervalo para jantar


21.30 Teatro

Matéria de Poesia (A Escola da Noite). Estreia do espectáculo de leitura encenada dos textos de Adélia Prado, Carlos de Oliveira e Manoel de Barros, num registo que experimenta os ‘deslimites da palavra’, as suas múltiplas inscrições no corpo e no espaço, a sensibilidade e a subtileza da palavra escrita. Direcção de António Augusto Barros.


22.30 Contadores de histórias

▪ Manuel Garrido e Diego Magdaleno (Piratas de Alejandría, Espanha). Si yo te contara…





20 SEXTA

09.00 Palestra

António Prole (Instituto Português do Livro e das Bibliotecas). Literacia e formação de mediadores de leitura

09.45 Painel

Jogar com a motivação leitora

  • Lourdes Mata (Instituto Superior de Psicologia Aplicada). O desenvolvimento da motivação para a leitura em crianças portuguesas
  • Fernando Azevedo (Universidade do Minho). Estratégias para a construção de uma comunidade de leitores
  • Sylviane Rigolet (Centro de Formação de Oliveira de Azeméis). A pedagogia do prazer na leitura numa viagem de sonho com LivrAniMaletas

11.15 Debate


11.30 Pausa para café

11.45 Palestra

Maria Manuel Borges (Universidade de Coimbra). Xanadu e a mediação tecnológica da leitura

12.30 Intervalo para almoço

14.00 Painel

Leituras em linha e cânones

  • Cláudia Sousa Pereira (Universidade de Évora). Game Over… o jogo recomeça na página seguinte
  • Francisco Pacheco e António Torrado (escritor). História do Dia. A experiência de contar na Internet
  • Paulo Leitão (Director de Serviços de Inovação e Desenvolvimento da Biblioteca Nacional). Biblioteca Nacional Digital: uma estratégia de difusão do património bibliográfico

15.30 Debate

15.45 Pausa para café

16.00 Oficinas

[a seleccionar]

19.00 Intervalo para jantar

21.00 Teatro

À Volta da Língua (Andante - Associação Artística)

Clube dos poetas vivos, ou a poética sublimada na forma, no conteúdo e na sonoridade. De como os autores contemporâneos foram buscar as suas referências formais e de conteúdo aos clássicos. Afinal, a reinvenção da língua é um acontecimento quotidiano. Interpretação de Cristina Paiva.

22.30 Contadores de histórias

Tim Bowley (Inglaterra) e Charo Pita (México). Contos tradicionais indo-europeus e orientais





21SÁBADO


09.00 Palestra

José António Calixto (Biblioteca Pública de Évora). Os papéis educacionais das Bibliotecas Públicas na Sociedade da Informação

09.45 Painel

Serviços de proximidade e inclusão

  • Manuela Barreto Nunes (Universidade Portucalense). A Internet inclusiva: ambientes de aprendizagem, prazer, aventura e partilha em meio virtual
  • Emília Miranda (Netescrita) e José António Gomes (João Pedro Mésseder, escritor). Da escrita colaborativa à formação de uma comunidade de leitores-escritores em linha
  • Sérgio Tavares (Biblioteca Municipal Aquilino Ribeiro). Bibliotecas Digitais. Recursos do conhecimento para todos

11.15 Debate

11.30 Pausa para café

11.45 Palestra

António Modesto (Escola Universitária das Artes de Coimbra). A construção da narrativa gráfica. Relações entre texto visual e texto verbal

12.30 Intervalo para almoço

14.00 Painel

Sedução da leitura pela imagem

  • Danuta Wojciechowska (ilustradora). Dançar com palavras
  • Gémeo Luís (Universidade do Porto). Do texto ao livro
  • Dora Batalim (Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich). Cinco sentidos... e outros. Estratégias para formar leitores de imagens

15.15 Debate

15.45 Pausa para café

16.00 Oficinas

[a seleccionar]

19.00 Intervalo para jantar

21.00 Teatro

Contas Nordestinas - O Diabo Veio ao Enterro (Filandorra. Teatro do Nordeste). Recolhas etnográficas que retratam a vida do Nordeste português, “contas” [contos rurais transmontanos] de riso e de choro, de sangue e de cio, de afronta e vingança, onde os instintos irrompem poderosamente. Prelúdio do escritor A. M. Pires Cabral (Prémio D. Dinis 2006) e do encenador David Carvalho

22.30 Contadores de histórias

  • Bruno Batista. A menina que queria ser uma maçã e outros contos
  • Jorge Serafim. Conto, logo, insisto





Oficinas [a seleccionar, para 19 a 21 Out]

A Ana Cristina Silva (Instituto Superior de Psicologia Aplicada). Construir um projecto pessoal de leitor. Conceitos relacionados com a pré-leitura, a descoberta do princípio alfabético e as primeiras experiências de literacia. Actualização das práticas de promoção da leitura para públicos entre os 0 e os 6 anos [19 Out]

B Ana Rita Santos (Biblioteca Municipal Aquilino Ribeiro). Livros Digitais Falados DAISY. Tecnologias de sincronização audiovisual de texto e verbo numa ferramenta inclusiva de leitura multicanal. Propriedades educativas e estratégias de utilização por serviços bibliotecários [19, 20 e 21 Out]

C António José Vilas-Boas (Escola Secundária de Ermesinde). Leitura recreativa. O papel da escola na criação de uma comunidade de leitores. Métodos e técnicas para estimular o gosto da leitura, testados em ambientes escolares. Contratos individualizados, aconselhamento de leitores, fóruns de leitura [21 Out]

D Dora Batalim (Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich). O sentido da imagem. Introdução à leitura da ilustração. Um espaço e um tempo para observar livros ilustrados e experimentar como se inscrevem em nós os textos que a imagem comunica [21 Out]

E Emília Miranda (Escola E. B. 2.3 Pinto Ferreira). Netescrita. Experiências na Internet com crianças e jovens para a realização de desafios de auto-verificação, compreensão leitora, grupos de discussão, exercícios de escrita colaborativa com os Autores e publicação de textos [21 Out]

F Gisela Cañamero (Arte Pública). Com o poema no corpo. Vivenciar o texto, a percepção dos tempos, a fruição da palavra dita. A interacção do poema com o espaço, a arquitectura dos sítios e objectos. A criação de pequenas performances [19, 20 e 21 Out]

G Ju Godinho e Eduardo Filipe (comissários da Ilustrarte). Quem ilustra um conto... aumenta um sonho! A linguagem feita de formas, cores, texturas, simetrias e contrastes, que atraem à leitura crianças de todas as idades. Roteiro de ilustradores, de muitos estilos e técnicas, com ou sem texto, em papel e no computador [19, 20 e 21 Out]

H Lourdes Custódio (escritora) e José Cardoso Marques (ilustrador). A Biblioteca vai ao Pré-Escolar. Da biblioteca cinzenta à biblioteca de mil cores, histórias de encanto e imagens que espantam. Para pais ou Encarregados de Educação e crianças do Pré-Escolar, em comunhão de leituras [20 Out]

I Manuel Garrido, Diego Magdaleno e Sonia Martinez (Piratas de Alejandría, Espanha). Leitura Fácil. Difundir o conceito, analisar o tratamento biblioteconómico. Experiências de utilização em ambientes bibliotecários. O trabalho em grupo entre leitores com Necessidades Especiais e minorias [19 e 20 Out]

J Margarida Fonseca Santos (escritora). Escrever para ler? Se contar histórias aumenta a curiosidade por outras histórias, a prática conjugada da escrita terá o mesmo efeito sobre os livros mudos? Brincamos com palavras, significados, associações de ideias e imagens [19, 20 e 21 Out]

K Marta Martins (Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti). Viagens à roda das palavras. Competências leitora e literária. Análise de estratégias discursivas e recursos técnico-expressivos do texto literário para a infância e juventude. Um corpus textual de autores contemporâneos lusófonos [20 e 21 Out]

L Miguel Horta e Marco Franco (mediador de leitura e músico). Como dos sons nascem histórias. Oficina inclusiva de escrita criativa que se desenvolve a partir da capacidade de abstracção mediada por sons, que abrem cenários interiores de criação verbo-textual [19 e 20 Out]

M Sylviane Rigolet (Centro de Formação de Oliveira de Azeméis). Maletas de leitura. Vencer o medo inicial de tentar novas formas de intervenção, lúdicas, a partir de um projecto em teia. Formam-se colecções de materiais livro e não-livro que partem dos centros de interesses individuais [19, 20 e 21 Out]

N Teresa Leal, Joana Cadima e Maria José Alves (Universidade do Porto). Educar para a literacia em família. Na criança, a interpretação de histórias, a consciência fonológica e o reconhecimento de texto escrito. No adulto, competências para manter a atenção da criança sobre o livro, a leitura interactiva, o apoio à compreensão [21 Out]

O Tim Bowley (Inglaterra) e Charo Pita (México). Sementes ao vento, contos de ti. Os participantes trazem os ingredientes: um pequeno texto para animar, a disponibilidade do corpo e da voz. Acrescentam técnicas de caracterização e servem com humor [20 e 21 Out]

P Vera Monteiro (Instituto Superior de Psicologia Aplicada). Vamos ler juntos. Conceitos de trabalho tutorial em leitura e apresentação de alguns programas que utilizam o método. Como proceder. Os benefícios, os papéis, as responsabilidades e a avaliação dos seus efeitos em crianças e jovens [19 Out]


Nota Por razões de lotação a cada participante é permitida a inscrição e frequência numa oficina por dia, segundo a ordem de registo no Secretariado, que distribui as senhas de acesso. Algumas oficinas decorrem nas bibliotecas escolares e salas do Agrupamento de Escolas Aquilino Ribeiro e da Escola Secundária de Vila Nova de Paiva, sendo o transporte assegurado pela organização.




Exposições [até 30 Nov]

  • O Alfabeto dos Bichos. De André Letria, texto de José Jorge Letria
  • Ynari, a menina das cinco tranças. De Danuta Wojciechowska, texto de Ondjaki
  • Aquilino Ribeiro nas Terras do Demo. Rota dos Escritores do Século XX

quarta-feira, agosto 30, 2006

Artigos, Teses e Afins

(em elaboração)

Artigos:






Teses Mestrado:



Teses Doutoramento:

domingo, agosto 27, 2006

Análise Estatística sobre a RNBP (1986-2006).

A 11 de Março de este ano comemoraram-se em Portugal 20 anos de lançamento do Programa de Leitura Pública, formalmente denominado por Programa Rede Nacional de Bibliotecas Públicas” (RNBP). Foi o início de um movimento que visava renovar em praticamente todos os concelhos de Portugal os diversos equipamentos das Bibliotecas Públicas, dotando-os de edifícios e recursos conformes às directrizes expressas pela Unesco sobre as bibliotecas Públicas, e que já vinham a ser seguidas noutros países europeus com relativo sucesso, nomeadamente no caso francês. Modelos esse francês, que em parte seria adoptado em Portugal.

A Secretária de Estado da Cultura de então, Teresa Patrício Gouveia, criou em 1986 por despacho um Grupo de Trabalho cujo objectivo era definir as bases de uma política nacional de Leitura Pública, cujas directrizes assentariam “fundamentalmente na implantação e funcionamento regular e eficaz de uma rede de bibliotecas municipais” (Despacho nº 3/86, 11 de Março), segundo os princípios preconizados no Manifesto da UNESCO. (na altura versão de 1972).

Assim, em 1987 o Instituto Português do Livro e da Leitura (na altura designado por Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro - IBL) iniciou a concretização prática de um plano de Leitura Pública, através do apoio à criação de bibliotecas públicas municipais, o qual foi sendo desenvolvido e amplificado gradualmente. Apenas em 2003 a RNBP foi estendido aos municípios das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. O IPLB concede apoio técnico e financeiro, através de contratos-programa celebrados entre o IPLB e autarquias que contemplam um financiamento equitativo: regra geral os custos são suportados equitativamente pela administração central e pelas autarquias.

O propósito do RNBP assenta na constituição de uma rede nacional de bibliotecas públicas que tem por base o Concelho, que integra uma Biblioteca Municipal - situada na respectiva sede - e possíveis Pólos ou extensões, em diferentes locais do município, de acordo com o número, a distribuição e as necessidades dos seus habitantes. Uma década volvida, em 1996, em face das múltiplas (mas inerentes) mudanças que se vinham sucedendo no universo das bibliotecas (sobretudo ao nível das inovações tecnológicas: suporte digital, multimédia, redes, Internet, etc.), e tendo paralelamente em atenção o Relatório sobre as Bibliotecas Públicas em Portugal (1996), foram realizados os necessários reajustes no RNBP.

Uma das últimas relevantes iniciativas no âmbito da RNBP foi a criação, em Junho de 2005, da Rede de Conhecimento das Bibliotecas Públicas. Com esta iniciativa “se inicia o funcionamento em rede, partindo de uma plataforma tecnológica comum, das bibliotecas públicas, incentivando o intercâmbio de ideias, experiências e informações entre os decisores políticos, os bibliotecários e os utilizadores destes serviços”.

Passados 20 anos da criação da RNBP o balanço é francamente positivo pois já 261 concelhos integram a RNBP (encontram-se em funcionamento 151 Bibliotecas Municipais e as restantes 110 estão em diferentes fases de instalação). O ritmo de inauguração de Bibliotecas Públicas concelhias (edifícios novos ou renovados) em Portugal têm sido bastante satisfatório. A primeira Biblioteca a ser inaugurada foi a Biblioteca Municipal da Chamusca em 30 de Julho de 1988, uma BM1, sendo que a centésima foi a Biblioteca Municipal de Castro Daire, em 2 de Setembro de 2001.

Pelo facto de em 1 de Junho de 2006 se ter sido inaugurado a 150ª biblioteca da RNBP (Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, de Tavira), e deste ano se ter comemorado os 20 anos do lançamento do Plano de Leitura Pública, assume certa pertinência a realização de uma breve Análise Estatística (AE) sobre este período da RNBP.

Esta Análise Estatística sobre a RNBP compreende:

a) Espaço temporal
Desde a sua criação em 1986 até à inauguração da 150º Biblioteca (B. Municipal Álvaro de Campos, de Tavira), que ocorreu no dia 1 de Junho de 2006.

b) Espaço territorial.
Apesar de a partir de 2003 a RNBP ter sido estendida aos municípios das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, ainda não verificou aí nenhuma inauguração de novos equipamentos pelo que se entendeu que a AE se circunscreveria a Portugal Continental.

c) Caso particular.
A RNBP tem como base o Concelho, onde se implementado a Biblioteca Municipal, na sua sede. Contudo verifica-se e uma excepção no caso do concelho de Palmela, onde foram edificadas duas Bibliotecas Municipais da RNBP. Uma em Palmela e outra na freguesia de Pinhal Novo. Deste modo entendeu-se, com o intuito de manter uma justa proporção com os outros concelhos e distritos, que Pinhal Novo assumisse nesta Análise Estatística o estatuto de concelho. Deste modo o distrito de Setúbal é afigurado como abrangendo 14 concelhos em vez dos treze oficiais.

Usa-se como abreviatura de Bibliotecas : Bts


Análises:

I) Percentagem de Bibliotecas Inauguradas por Nº de Concelhos, em cada Distrito.

No quadro e gráfico seguintes são apresentados os número de bibliotecas inauguradas em cada distrito (150 Bts no total) e o total de concelhos nos distritos de Portugal (279).

É calculada a percentagem correspondente em cada distrito, podendo ser melhor visualizado no gráfico seguinte os resultados obtidos. Desde logo constata-se que cerca de 55% dos concelhos portugueses já estão dotados com bibliotecas da RBNP.

Verifica-se que entre os distritos que apresentam percentagem mais reduzido abrangem predominantemente áreas mais interiores do país (com Évora, Guarda e Vila Real a possuírem poucas Bibliotecas da RNBP já inauguradas). Contudo à medida que subimos no valor percentual dilui-se essa analogia espacial, observando-se a contiguidade no quadro/gráfico de distritos do litoral/interior e norte/centro/sul. Distritos fronteiriços dos 3 distritos antes citados surgem mesmo em posições cimeiras. Doze dos dezoito distritos apresentam valores percentuais positivos.

O concelho de Setúbal destaca-se com um valor de 93%, apenas lhe faltando a Biblioteca Municipal de Alcochete para todos os seus concelhos estarem dotados de Bts da Rede de Leitura Pública. Por seu lado o distrito de Bragança apresenta um auspicioso valor de 75%.






II) Percentagem de Bibliotecas Inauguradas por Total de Bibliotecas (previstas) a Inaugurar, em cada Distrito.

No quadro e gráfico seguinte substitui-se o nº de concelhos por distrito pelo nº total de bibliotecas (previstas) a inaugurar, que são 249 ao invés do total de concelhos que são 279. O termo previstas é empregue nesta análise, no sentido em que já foi celebrado contrato-programa entre o IPLB e a autarquia respectiva. Verifica-se assim que em Portugal cerca de 60% do total de bibliotecas previstas, a nível da RNBP, já foram inauguradas. Relativamente ao quadro e gráfico anterior constatam-se as subidas percentuais sobretudo dos distritos Évora, Viseu, e Portalegre, significando que existem ainda nesse distritos um número razoável de concelhos que (ainda) não assinaram contrato-programa com o IPLB. O distrito do Porto apresenta uma subida de quase 10%. Ao invés distritos como Setúbal, Lisboa, Viana do Castelo, Bragança, Braga e Aveiro mantêm a mesma classificação, significando que todos os concelhos desses distritos assinaram contrato-programa com o IPLB (e claro, muitos deles já inauguraram a sua nova biblioteca).





COMPARATIVO I) e II)





III) Tipologias das Bibliotecas

No que concerne às bibliotecas já inauguradas a medida que a dimensão aumenta, diminui a o seu quantitativo. Assim a maioria (81 Bts) são de BM1, seguido de cerca de 1/3 (56 Bts) de BM2. Existem apenas 11 BM3 e duas Bibliopólis inauguradas (Porto e Braga).


No concerne ao total de bibliotecas previstas a inaugurar verifica-se no gráfico seguinte que as proporções mantém-se, com um ligeiro aumento o proporcional das BM1 (147 BTs) face às BM2 (81 Bts). Também de destacar que as Bibliopólis passam para 4 (com a inclusão da de Évora e a de Lisboa).



IV) Ano de Inauguração

O plano de Leitura Pública iniciou a sua concretização prática em 1987. Nesse ano não se verificou ainda nenhuma inauguração de biblioteca desta nova rede. A primeira Biblioteca a ser inaugurada foi a Biblioteca Municipal da Chamusca em 30 de Julho de 1988, uma BM1. Nos primeiros cinco anos (1987-1991) apenas se verificou no total 12 inaugurações de BTs, sendo nos anos sequentes que o ritmo de abertura aumentou.

Observando o gráfico seguinte, verifica-se uma grande oscilação a nível do número de bibliotecas inaugurada em cada ano. Regra geral os anos coincidentes com as eleições autárquicas são os que apresentam maiores valores. Assim:

  • 1993 – 14 Bts
  • 1997 – 18 Bts
  • 2001 – 19 Bts
  • 2005 – 14 Bts


Em alguns casos o ano precedente da eleição autárquica também apresenta valores elevados, tendo 1992 o valor de 13 Bts e 2004 o valor de 12 Bts. Ao invés o ano seguinte à eleição autárquica é que apresenta valores mais reduzidos.



V) Mês de Inauguração

Como se observa no gráfico seguinte os meses com maior número de inaugurações são Junho (em parte devido ao Dia Mundial da Criança), Setembro (em parte devido ao período de férias antecendentes) e Novembro. Abril também surge bem posicionado (em parte devido às comemorações do 25 de Abril. Agosto e os três primeiros meses do ano são os meses onde menos Bts são inauguradas.




VI) Dia da Inauguração

Como se observa no gráfico seguinte, o dia preferido para inauguração é o 1 de Junho (Dia Mundial da Criança), seguido do 25 de Abril (pela respectivas comemorações), seguindo-se seis dias com 3 inaugurações cada uma. Por curiosidade o dia 24 de Junho é feriado municipal nas bibliotecas inauguradas nesse dia (Mértola, Moura e Alcácer do Sal).


Nota: Esta Análise Estatística foi elaborada com recurso em parte a dados estatísticos sobre a RNBP disponiveis no website do IPLB.


Documentos relacionados online:

Rede Nacional de Bibliotecas Públicas: actualizar para responder a novos desafios” por Fernanda Eunice Figueiredo - 2004
“A Oferta Pública de Leitura” por Henrique Barreto Nunes - 1998
Relatório sobre as Bibliotecas Públicas em Portugal – coord. de Maria José Moura (1996)


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